domingo, 20 de janeiro de 2013

CAPÍTULO 11

Diário da Ana
21 de janeiro de 2013, segunda-feira

Faltam apenas três horas para aterrissarmos em solo inglês, Diário!!! Eu estou tão életrica que nem consegui dormir (apenas cochilei por uns 40 minutos – e sonhei que estava grávida pela terceira vez do Louis! Nada a ver, né?).
Antes de entrarmos no avião, eu dei uma passadinha bem rápida na livraria do aeroporto, para dar uma olhada nas novidades. Assim que entrei dei de cara com quatro revistas com o One Direction na capa e, só de olhá-las, meu estômago embrulhou. Estava tão ansiosa que quis levar as quatro logo de uma vez.
― Capricho? Atrevida? Todateen? Yesteen? ― Minha mãe dizia o nome de cada revista com uma careta diferente ― Que revistas mais bobinhas, minha filha! Você vai gastar esse dinheiro todo comprando só elas?
― Não são bobinhas, mãe! ― Repliquei ― E além do mais, todas elas tem entrevistas diferentes com o One Direction, ou seja, cada centavo vai valer a pena!
Minha mãe bufou, ainda um pouco indignada, e foi até o caixa pagar as revistas.
O André, que logo percebi que estava ao meu lado o tempo todo, disse:
―  Falta só três minutos, é melhor irmos logo.
Senti uma cólica insuportável no instante em que ele disse aquilo. Faltava apenas três minutos para o meu sonho começar a se realizar.
Engoli toda a felicidade que estava sentindo e disse, brincando:
― Nossa, você quer se ver livre de mim mesmo, ein, André? Está até contando os minutos!
Ele começou a sorrir e rir um pouco, mas aos poucos foi ficando sério.
―  Na verdade eu estou bem triste.
Meu coração se partiu em mil pedacinhos. Esse meu irmão é muito fofo!
― Owwnn, seu lindinho! ―  Disse, apartando as suas bochechas ― São só quatro dias!
Ele sorriu e disse que não gostava da ideia de eu estar viajando sozinha para Londres com a Samanta, mesmo que o Sandro também estivesse indo para nos acompanhar. Disse, para tranquilizá-lo, que nós somos bem comportadas (bem, pelo menos eu sou) e que não tinha motivo  para se preocupar. Então o André me lançou um olhar bem triste e profundo, e foi aí que eu percebi que as pessoas tinham razão: ele realmente se parece com o Ashton Kutcher – só que de olhos castanhos.
Ei! Pode ir tirando o olho do meu irmão, viu, Diário? Eu sei que ele é um gato, mas, sinto lhe informar, ele ainda está muito novinho para namorar (sim, eu sou uma irmã muito ciumenta).
Ah, e desconsidere os "olhos castanhos" que escrevi lá em cima... a Samanta está aqui do meu lado e acabou de me dizer que o Ashton Kutcher  tem olhos castanhos (na minha cabeça ele tinha olhos azuis, mas tudo bem).
Bem... em relação às revistas, eu li todas elas em menos de trinta minutos – mas só as entrevistas, que eram as únicas partes que realmente me interessavam.
Em uma das entrevistas, perguntaram: "Como foi o primeiro encontro de vocês?" e então o Niall respondeu: "Na verdade eu não fui em muitos encontros, mas eu gosto apenas de relaxar em casa e assistir um filme com uma menina."
No mesmo instante me derreti toda, completamente encantada. Eu também prefiro que o encontro seja em casa, que é um lugar mais reservado e também romântico. Mas o que me deixou realmente intrigada foi o fato dele ter dito que não havia ido a muitos encontros... Difícil de acreditar, não é, Diário? Com aquele jeitinho fofo dele de ser é impossível uma garota resistir.
Bem, foram tantas as respostas fofas do Niall nas entrevistas que eu resolvi selecionar as melhores para escrever aqui (só espero que você não se apaixone por ele também).
1ª resposta: "Eu gosto muito quando mexem no meu cabelo."
Assim que li, fiquei com uma vontade incontrolável de estar ao lado dele, mexendo em seu cabelo e dizendo o quanto o amava. "Eu seria perfeita para ele e ele perfeito para mim", pensei. Tive vontade de chorar, mas, felizmente, consegui segurar – eu não precisava que meus olhos ardessem mais do estavam ardendo.
2ª resposta: "Não acho legal garotas com roupas muito curtas e coladas. Não quero gostar de uma garota pelo corpo, e sim pelo caráter."
E eu pensando que era impossível admirá-lo mais do que eu admiro... Estava completamente enganada. O Niall surpreende a cada palavra que diz. Ele é definitivamente o genro que minha sempre desejou e o namorado que eu sempre quis. Porém, infelizmente, metade do mundo também quer namorá-lo, mas só uma, dentre todas as outras, irá conseguir. E eu quero, mais que tudo, ser essa sortuda.
3ª resposta: "Às vezes as fãs abraçam todos os meninos, menos eu... eu simplesmente dou um sorriso, mas isso machuca."
Aquilo partiu meu coração.
O que antes eu estava com receio, naquele momento eu nem me importei: comecei a chorar – baixinho, para ninguém vir me perguntar o por quê de eu estar naquele estado.
Eu só queria ficar ali, sozinha, odiando aquelas "fãs" que foram capazes de fazer uma barbaridade dessas com o meu Niall. Com certeza ele não seria desprezado por mim, como foi por elas. Muito pelo contrário, ele seria, dos cinco, o que eu mais daria atenção.
Fiquei imaginando a reação dele ao ver uma fã como eu que o ama de verdade... Eu daria tudo para arrancar um sorriso daquele rostinho lindo.
― Já está chorando de novo, Ana? ― Perguntou Samanta, desviando a atenção de suas revistas e olhando para mim.
― É que eu estou sentindo muita dor... ― Respondi entre um soluço e outro.
― Quer que eu pegue um remédio pra você? ― Samanta estava ficando cada mais mais assustada e preocupada.
― Remédios não melhoram a dor que eu estou sentindo.
Dito aquilo, eu comecei a chorar ainda mais.
Agora, seis horas depois desse ocorrido, o meu coração ainda dói. E muito.
4ª resposta: "Estar solteiro não significa que somos fracos pra arranjar alguma garota, mas significa que nós somos fortes o suficiente para esperar pela que merecemos."
Ah, Niall, você não precisa mais esperar. Eu estou bem aqui, será que você não vê?
Dentre as sete bilhões de pessoas, eu escolhi você.

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