25 de janeiro de 2013, sexta-feira
Querido diário,
Eu devo estar me drogando, e MUITO, porque coisas loucas estão acontecendo a cada minuto que se passa! Quer um exemplo? Tudo bem. Paparazzis e repórteres estão perseguindo Ana aonde quer que ela vá, pelo “simples” fato dela, juntamente com o Niall, de mãos dadas, serem a mais nova capa da revista People. Eu sei, parece que estou delirando, mas não, não estou! Nem eu mesma estou acreditando no que os meus olhos presenciaram hoje! Ana tá começando até a ganhar fãs! Várias meninas já pediram fotos e autógrafos pra ela hoje! Que coisa! Ana, claro, está deslumbrada com tudo isso. Também, quem não está está?! Ela e Niall tiveram uma pequena conversa sobre isso hoje pelo telefone e mais tarde, para a surpresa da nação, ele estava simplesmente no NOSSO hotel para conversarem pessoalmente.
- Acho melhor deixar vocês dois conversando sozinhos... – Falei para Ana, avistando Niall vindo em nossa direção, onde também se via milhares de fotógrafos do lado de fora do hotel, desesperados e morrendo por uma foto do Niall.
- Ai, Sam, pode ficar aqui, não tem problema! – Falou Ana, tocando no meu ombro.
- Mas...
- Oi, meninas. – Niall nos cumprimentou, me interrompendo e dando um sorriso fechado.
- Oi, Niall! Bom, vocês podem conversar o que precisam conversar e eu vou subir para o quarto, tá bom? – Falei, já me despedindo e sorrindo.
- Mas já? – Perguntou Harry, aparecendo ao nosso lado, me olhando e colocando as mãos nos bolsos da calça.
- Eu ia justamente avisar agora para ela que você tinha vindo comigo! – Falou Niall para Harry.
- Não acham que vocês terem vindo aqui só vai reforçar mais ainda os boatos de que você e Ana estão namorando? – Perguntei, olhando para Niall.
- Acho que sim... mas o estrago já foi feito, a Ana, infelizmente, já está na mídia do mundo inteiro. Eu vim aqui pra ver como ela está com tudo isso. – Explicou Niall.
- E quer saber? Eu não estou nem aí com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar! Eu não vou deixar que elas estraguem a minha vida por causa disso! – Disse Ana, determinada, fazendo Niall a olhar, sorrindo.
- Exatamente! – Falei, a apoiando.
- Bom, então eu e a Samanta vamos deixar vocês dois aí, conversando. Resolvam tudo que precisa ser resolvido. – Propôs Harry.
- É, é melhor. - Concordei.
Eu e Harry saímos dali e começamos a andar, não queríamos atrapalhar Ana e Niall. As pessoas começaram a nos encarar sem parar, não deixavam de nos observar. Só falta elas acharem agora que eu e o Harry estamos namorando!
- Pra onde estamos indo? – Perguntou Harry, rindo.
- Pra o quarto que estamos hospedadas. Eu preciso fazer umas coisas por lá. Falei, o olhando.
Harry assentiu com a cabeça e entramos no elevador. Harry parecia agitado. Não parava de mexer em seu cabelo e de bater seu pé direito no chão.
- Tem alguma coisa errada? – Perguntei.
- Não, não tem. – Respondeu Harry, sério.
- Ah, então tá. – Falei, já saindo do elevador quando as portas se abriram, andando pelo corredor em direção ao quarto.
- Na verdade, tem sim, Samanta. – Falou Harry, me puxando pela mão e me virando para ele, me olhando fixamente nos olhos.
- Então posso saber o que é? – Questionei, já inquieta.
- Samanta, eu só queria me desculpar pelo que eu fiz ontem no carro. Eu não queria precipitar as coisas, forçar nada, não foi a minha intenção. Peço perdão se eu tornei tudo desconfortável e meio chato, de verdade. – Harry se explicou, parecendo angustiado.
- Harry, tá tudo bem. Não precisa se desculpar por isso, sério. Eu não fiquei chateada com o que você fez! – Falei, o acalmando. – Tá bom? – Perguntei, o olhando nos olhos.
- Eu... eu entendo que não queira nada a mais além de amizade comigo. – Desabafou Harry, voltando seu olhar e sua cabeça para baixo, engolindo seco.
Aquilo foi realmente de partir o coração. Harry achava que eu não estava interessada nele, que eu não queria nada com ele! Meu Deus, é o que eu mais quero nesse mundo! Eu amo Harry com todas as minhas forças, eu não posso deixar isso como está... Tá tudo errado. Como eu poderia dizer a ele que não é isso? Que ele entendeu tudo errado? Mas como dizer isso sem parecer desesperada?
- Você é mais importante pra mim do que pode imaginar. – Falei, colocando meus dedos entrelaçados com os seus, fazendo Harry me olhar.
- Palavra de brasileira? – Perguntou Harry, abrindo um sorriso lindo e me fazendo rir.
- E cadê a confiança britânica? – Perguntei em meio aos risos e dando um leve tapa em seu ombro.
Me virei e fui em direção ao nosso quarto, fazendo Harry me seguir. Passei o cartão na porta e entramos.
- Pode ficar a vontade. – Falei para Harry, pegando meu celular que estava em cima da mesa da sala de estar.
- Obrigado. – Sorriu ele, sentando no sofá. – Nossa, escolheram um bom hotel. Esse quarto é incrível! Se brincar, é maior que a minha antiga casa em Cheshire.
- Até parece! – Ri.
Ao pegar meu celular, me deparei com milhares de mensagens e ligações perdidas, CLARO, tudo da minha mãe. As mensagens perguntavam como eu estava, se tinha acontecido alguma coisa comigo, pediam para eu a ligar o quanto antes. Minha mãe tem razão de estar preocupada, eu não ligo faz dois dias!
- Aconteceu alguma coisa? – Perguntou Harry, percebendo minha expressão de insatisfação.
- É, é que a minha mãe me mandou umas mensagens me lembrando que eu e Ana voltamos amanhã pra o Brasil. – Respondi, querendo chorar.
- Isso é sério? – Harry levantou do sofá, preocupado.
- O combinado era ficar só quatro dias aqui. Chegamos na segunda-feira e amanhã já é sábado, o dia de irmos embora. – Expliquei, cabisbaixa.
Harry ficou sem ter o que dizer. Ficou um silêncio constrangedor no quarto, um clima pesado. Eu olhava para o chão, de braços cruzados e encostada na parede e Harry estava perto do sofá, também em pé e coçando a nuca. Ele parecia estar chateado, incomodado com a minha volta para o Brasil, não pode ser! Será que o Harry realmente estava começando a gostar de mim?
- E... você quer voltar? – Perguntou Harry, sério e olhando em um ponto fixo do chão.
- Se eu pudesse, ficaria aqui pra sempre.
Harry deu um sorriso meio sem graça e se jogou no sofá, colocando os braços cruzados atrás da cabeça e pensativo. Na mesma hora, me bateu uma ideia louca. Não pensei duas vezes, apenas agi por extinto: fui até a minha mochila, peguei as duas passagens e as rasguei, andando rápido para o banheiro, jogando na privada e dando descarga. Fiz tudo tão rápido que Harry nem deve ter entendido dessa minha pressa para o banheiro. Eu voltei para a sala de estar e o olhei, rindo nervosa.
- Que foi? – Harry começou a rir, contagiado pelas minhas risadas e ficando sentado no sofá.
- As passagens! – Falei, rindo. – Eu joguei as passagens na privada! – Gargalhei alto, sem me aguentar.
- Você o que?! Exclamou Harry, rindo e não acreditando no que eu tinha acabado de fazer.
- Eu joguei as passagens fora, ué. – Repeti, o encarando e sorrindo.
- Mas por que você fez isso, Samanta? Seus pais vão te matar. – Disse Harry, confuso e se levantando, rindo da situação.
- E daí? Pelo menos eles me matam depois de mais todo o tempo a mais que eu vou passar aqui, em Londres. – Dei de ombros, olhando para ele.
Harry deu uma risada linda, a mais encantadora que eu já vi em toda a minha vida. Colocou as duas mãos na cabeça, olhando para cima e pensando na loucura que eu tinha feito. No mesmo instante, ele veio na minha direção e me abraçou, se curvando um pouco à minha altura, colocando seus braços em volta da minha cintura. Eu envolvi meus braços em volta de seu pescoço, apoiando-os em seus ombros e fiquei de ponta de pé. Eu não me sentia nem um pouco arrependida do que tinha feito. Ao contrário, me sentia mais feliz do que nunca e totalmente realizada. Apoiei meu rosto nos ombros de Harry, passando meus braços para suas costas e o abracei, cheia de vontade e tendo certeza de que não queria sair nunca mais dali.

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